ESPECIALISTAS DO DIREITO MÉDICO AFIRMAM QUE ESTA É A PRINCIPAL CAUSA DE PROCESSOS.
O declínio da relação médico-paciente é o maior motivador de disputas judiciais. Os mais renomados especialistas são enfáticos nessa afirmação. Sem conversa, sem diálogo, sem esclarecimentos, cria-se um hiato significativo na relação, a ponto de o pa
Dr. Rodrigo Cavalcanti
O declínio da relação médico-paciente é o maior motivador de disputas judiciais. Os mais renomados especialistas são enfáticos nessa afirmação.
Sem conversa, sem diálogo, sem esclarecimentos, cria-se um hiato significativo na relação, a ponto de o paciente, MUITAS VEZES SEM RAZÃO, imputar ao médico a culpa por todo e qualquer problema de saúde que tiver.
E é nessa atmosfera de desconfiança que inúmeros médicos, altamente capacitados e diligentes, respondem processos indenizatórios, criminais e éticos.
Mas este pesado cenário pode ser atenuado consideravelmente se o médico prezar por condutas que estimulem o bom relacionamento com seus pacientes/familiares/acompanhantes.
Recomendações?
Esclarecer o paciente ou responsável, a fim de que não surjam interpretações equivocadas em caso de um possível mau resultado.
Certificar o paciente sobre eventual evento adverso, para que este compreenda o que ocorreu, evitando, assim, que sejam levantadas suspeitas quanto ao trabalho desenvolvido;
Intervir rapidamente se houver intercorrências;
Demonstrar interesse no caso, e empenho para resolvê-lo;
Valorizar as queixas do doente;
Reservar um tempo razoável para a consulta, com anamnese e exame clínico aprofundados (isso transmite confiança ao paciente);
Retornar as ligações com a maior brevidade possível;
Em caso de viagem programada, avisar o paciente que está em tratamento, sempre disponibilizando um médico substituto (essa falha de comunicação pode ser interpretada como negligência);
Ser paciente, amigável e diplomático, mesmo que o momento desafie o contrário;
Orientar e educar constantemente o corpo de paramédicos e demais colaboradores;
Em razão dos meus 14 anos de advocacia especializada na saúde, afirmo com segurança que: i) O paciente tratado com atenção, fica até constrangido em se voltar contra o profissional, mesmo que haja indícios de má prática médica, ii) Por outro lado, o paciente zangado, com razão ou sem razão, não terá nenhuma barreira ou constrangimento para processar o médico.
Enfim, seguindo as orientações de bem atender que listei acima, o risco de Judicialização diminui consideravelmente.
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