16/
May
Venezuela declara estado de emergência na saúde pública e médicos pedem socorro


O caos no sistema público de saúde não se restringe apenas ao Brasil. A Assembleia Nacional da Venezuela - órgão que exerce o poder legislativo - declarou Estado de Emergência na saúde, para que o governo crie mecanismos para enfrentar a crise pela qual passa o setor. A escassez de suprimentos e medicações básicas tem resultado na morte de um grande número de pacientes. De acordo com o relatório do Ministério da Saúde venezuelano, em 2015, a crise de medicamentos aumentou em 31 % a mortalidade geral na Venezuela - o que as associações médicas consideram “um escândalo”. Além disso, em meio ao descaso das autoridades, médicos estão sendo ameaçados por familiares de vítimas, por não conseguirem oferecer uma assistência de qualidade.


 
Segundo a Federação Médica da Venezuela, os hospitais, atualmente, contam com apenas 5 % dos insumos necessários para funcionar normalmente. Em abril, a Federação Farmacêutica relatou que em 85 % das farmácias não se encontram medicamentos básicos. O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, no entanto, alega que a crise da saúde tem sido divulgada com exagero por grupos da oposição da área.


 
Protestos de médicos e enfermeiros estão ocorrendo com grande frequência pelo país. A pressão sobre os profissionais de saúde é grande e muitos estão renunciando aos seus cargos por falta de insumos e infraestrutura nas unidades.


 
A médica Ana Carolina Ortiz, que trabalha no Hospital Universitário de Caracas, fez um pequeno relato sobre a realidade da categoria no país: “não temos um bom salário, não temos segurança no ambiente de trabalho, e ainda por cima, temos pacientes morrendo em nossos braços, porque não há medicações".


Fonte: SinMed/RJ | BBC Mundo