15/
Sep
ANS debate iniciativas de operadoras que buscam integração assistencial

Identificar ações e programas inovadores oferecidos por operadoras de planos privados de assistência à saúde no Brasil na integração assistencial-ocupacional, particularmente no que se refere às ações em promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Esse foi o principal objetivo do debate com operadoras realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no Laboratório de Inovações Assistenciais na Saúde Suplementar – Saúde Ocupacional.

 

Foram convidadas para apresentar os programas desenvolvidos, as operadoras Unimed Leste Paulista Cooperativa de Trabalho Médico (41 mil beneficiários – médio porte), SOBAM Centro Médico Hospitalar (109 mil beneficiários – grande porte), Unimed Porto Alegre Cooperativa Médica Ltda (660 mil beneficiários – grande porte), São Francisco Sistemas de Saúde Sociedade Empresária Ltda (305 mil – grande porte) e Sepaco Autogestão (50 mil beneficiários – médio porte).

 

Merece destaque o fato de que muitas vezes as operadoras oferecem os programas de medicina ocupacional sem custos extras para as empresas que contratam a assistência, justamente pelo fato de que o investimento em saúde ocupacional leva à redução dos custos assistenciais.

 

“É preciso combater a fragmentação e a falta de sinergia no processo de gestão da saúde realizada pelas empresas, em que a assistência à saúde, a saúde ocupacional e os programas de promoção da saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida são tratados de forma isolada. Estudos nacionais e internacionais têm demonstrado que a integração destes elementos maximiza a utilização dos recursos, cria sinergia entre as ações e melhora o resultado final. As ações em saúde ocupacional refletem-se diretamente na melhoria da qualidade de vida” explica Kátia Audi, gerente de Monitoramento Assistencial.

 

Entre os benefícios trazidos pelos programas de promoção de saúde no ambiente de trabalho destacam-se: possibilidade de atingimento de segmentos da população que não teriam acesso a informações em saúde em outros espaços; apoio social e organizacional aos programas, favorecendo assim o estímulo e o acesso a estilos de vida mais saudáveis; o fato de o ambiente físico da empresa poder ser usado para mudança de comportamento, com a introdução de alimentos saudáveis nos refeitórios; uso de estações de trabalho ergonomicamente adequadas; estímulo ao uso de escadas como forma de diminuição do sedentarismo; e a concentração, nas empresas, de grupos de pessoas que podem compartilhar culturas e propósitos, entre eles, maior qualidade de vida.

 

Conheça as experiências apresentadas: