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Jan
Comprado em 2014 no DF, aparelho para detectar câncer continua na caixa

Uma máquina usada para diagnóstico e tratamento de câncer no Hospital de Base de Brasília, noDistrito Federal, chegou ao centro médico há mais de um ano, mas ainda não entrou em funcionamento. O PET Scan está na caixa e aguarda a construção de uma sala para ser instalado.

O equipamento começou a ser utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em abril de 2014, na mesma época em que o governo fez a aquisição. No Base, o aparelho está no corredor, ainda na caixa.

A Secretaria de Saúde afirma que o equipamento foi comprado pela gestão anterior sem planejamento de instalação. A pasta diz que o PET Scan vai começar a funcionar ainda no primeiro semestre de 2016.

Nas últimas semanas o G1 mostrou que a rede pública tem diversos equipamentos aguardando conserto ou instalação. Metade dos tomógrafos está parada por falta de contratos de manutenção. Na última sexta-feira (8), uma máquina de raio X fabricada na década de 1970 quebrou e asradiografias foram estendidas em um varal para a secagem.

Os contratos permanentes são mais baratos e incluem a revisão periódica das máquinas, que pode identificar falhas ou peças fora da validade antes que o aparelho pare de funcionar. Em 2015, o secretário Fábio Gondim afirmou que as empresas "se recusavam" a firmar esse tipo de acordo até que as dívidas dos contratos anteriores fossem quitadas.

Em outubro, o reparo nos tubos de um tomógrafo do Hospital de Base custou R$ 400 mil, mas a peça quebrou duas semanas depois. A garantia foi acionada e o item foi devolvido. No fim de dezembro, técnicos fizeram outra substituição de peça e descobriram que o componente instalado estava com defeito.

Entre idas e vindas, as duas máquinas do centro médico estão inoperantes desde outubro. Como as empresas não fabricam esses equipamentos no Brasil, todas as peças precisam ser importadas, o que prolonga os prazos para a manutenção.

Paralisação
Funcionários terceirizados que fazem a limpeza em nos hospitais de Samambaia, Ceilândia e do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) cruzaram os braços nesta quarta-feira (13) por falta de pagamento de salários. Com a paralisação, o serviço tem sido feito por 30% do quadro de empregados.

Eles são contratados da empresa Ipanema, que cobra uma dívida do GDF. No Hospital Regional de Samambaia, lixo se acumulava pelos corredores e também em lixeiras e contêineres.

A Secretaria de Saúde informou que está analisando a dívida. Os valores não foram informados. A pasta não disse também quando o débito será quitado. A reportagem da TV Globo procurou a empresa Ipanema, mas não conseguiu contato até a publicação desta reportagem.

Segundo o governo, o problema de acúmulo de lixo ocorre apenas em Samambaia. Nos outros centros médicos afetados pela paralisação dos funcionários, a situação é considerada normal.